#1250

O
umbral que divide os
dois espaços
tresanda.

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#1249

A partir do momento em que vês, o que vês muda; de cada vez que vês o que vês o que vês é sempre diferente.

#1248

Ortopedinte – os membros rendidos em extensão na perpendicular ao passeio.

#1247

O insecto voa em seta.

#1246

A foice ceifa – quase um palíndromo.

[EXTRA #260]

250ª Semana: #1246 a #1250: Palavras XX

#1245

Racine, escritor radical.

#1244

Um surdo olha para o gato para ver de onde vem o barulho.

#1243

Rapidamente nos habituamos a um som que seja tão contínuo como um cheiro.

#1242

Alto mar quer dizer que o barco é o centro permanente de um horizonte em círculo, infinito.

#1241

Quando se apanha o 767 parece que se vai trabalhar de avião.

[EXTRA #259]

249ª Semana: #1241 a #1245: Constatações XLIV

#1240

Lisb1.

#1239

M18 – cinéma pour nous.

#1238

CTT – Correios Todo-o-Terreno.

#1237

Iphone, Younity; Europa.

#1236

MANGO, Woman stay.

[EXTRA #258]

248ª Semana: #1236 a #1240: Palavras XIX

#1235

O lugar da balança é o intervalo entre corpo e Terra;
interpõe-se a balança entre o corpo a pesar e a Terra que puxa.

#1234

O peso decide-se entre a resistência da mola à solicitação e a força gravítica.

#1233

Pesar o balão vazio; pesá-lo cheio; fazer a conta.

#1232

Pesar uma balança.
#791

#1231

A balança ao contrário pesa-se a si mesma.

Balança_I-LR

[EXTRA #257]

247ª Semana: #1231 a #1235: Constatações XLIII – A Balança

#1230

Quando ouves a sirene da ambulância parar subitamente, estás perto do acontecimento.

#1229

O som é bem mais lento do que a luz (a imagem), talvez por isso mesmo tenha sido o primeiro a deixar-se gravar.

#1228

Todo o instante é mudo – sem tempo não há som.

#1227

Refinar é terminar outra vez.

#1226

Uma serpente infinita é uma serpente sem cauda nem cabeça.

[EXTRA #256]

246ª Semana: #1226 a #1230: Constatações XLII

#1225

Of the yellow things: bee_r.

#1224

Francière.

#1223

O erro na derrota.

#1222

Dog_matic.

#1221

One actor in the center of the factory.

[EXTRA #255]

245ª Semana: #1221 a #1225: Palavras XVIII

#1220

Quando se cuida da saúde – exercício físico, alimentação saudável, etc –, o que se pretende é manter a altivez do corpo face ao mundo, isto é, manter o mundo bem afastado do corpo impermeável e fechado. Corpo e mundo imiscíveis, eis o que saúde quer dizer.

#1219

Doença, infecção, alergia, vírus – é o mundo a querer apropriar-se do corpo que lhe roubou elementos: restituir a continuidade do natural, extinguir a interrupção que é um corpo – um corpo é interrupção para o mundo, como a figura para o fundo.

#1218

Um dente partido ou esburacado é um furo na impermeabilidade do elemento esmáltico, uma ferida no corpo – o mundo desata a entrar por ali adentro; é a continuidade a tentar restabelecer-se.

#1217

 A podridão visa então fundir as coisas outrora vivas com o mundo sobrevivente, alimentando-o. Se a morte religa os elementos constituintes de um corpo – agora decompostos – ao movimento contínuo das coisas biológicas, a vida poderá ser encarada como a corrupção do mundo, sendo a corrupção uma utilização diversa e, num certo sentido, anómala dos elementos de um determinado sistema.

#1216

Os corpos instauram uma descontinuidade no mundo (Bataille) que só é restabelecida no apodrecimento. Apodrecimento quer dizer decomposição, regresso a uma certa simplicidade dos elementos, retorno à casa da partida; como a passagem de um barco no rio plano – quando a esteira se dilui, o rio volta a si.

[EXTRA #254]

244ª Semana: #1216 a #1220: Corpo XXV

#1215

Pes_sim_ista.

#1214

The heat inside of the theatre.

#1213

th_eat_re.

O meu nome é Comédia; mas não cuideis que me haveis por isso de comer.
(Sá de Miranda)

#1212

Di_allo_gue.

#1211

Hell, Hello – o inferno são os outros.

[EXTRA #253]

243ª Semana: #1211 a #1215: Palavras XVII

#1210

Algumas águas, quentes e calmas, escondem a selvajaria na transparência azulada; e nem vemos a barbatana dorsal a preparar a surpresa fatal.

#1209

A brusca consciência da monotonia. (a partir de E. Lévinas)