[EXTRA #482]

próximo post: 30 Maio 2022

#1900

Prouduction.

#1899

Poems de terre.

#1898

Offgante.

#1897

Breath rhymes with death, not with life or happiness.

#1896

paci
fist

[EXTRA #481]

399.ª Semana: #1896 a #1900: Palavras LXIV

#1895

“My students still don’t know what they will never be. (…) I no longer believe in anything than the middle, but my students still believe in beginnings.” (p.61) [Sarah Manguso]

#1894

I’d study the photos from an event and gradually forget everything that had happened between the shutter openings. (p.35) [Sarah Manguso]

#1893

One postpartum day it took me forever to remember the word obsolete. Another day, suggestible. Another, fennel. Does the mother of an infant need a smaller lexicon? Does she need a specifically limited lexicon? Did I not need to think about fennel then? About abstractions. (p.68) Does a mother have something like writer’s block – perceiver’s block? (p.72) [Sarah Manguso]

#1892

When I became pregnant I struck something mortally. Not just myself, symbolically; my son, actually. The partly made flesh wriggling inside me was already mortal. (p.45) [Sarah Manguso]

#1891

And then, someday, maybe, someone will have needed me to produce one of their ancestors, and that fact of my parturition, that fact and my name, will be the last anyone remembers of me. All the rest of me will be gone, no longer anyone’s burden. (p.30) My life, which exists mostly in the memories of the people I’ve known, is deteriorating at the rate of physiological decay. A color, a sensation, the way someone said a single word – soon it will all be gone. In a hundred and fifty years no one alive will ever have known me.” (p.37) [Sarah Manguso]

[EXTRA #480]

398.ª Semana: #1891 a #1895: Sarah Manguso (Constatações XCVIII)

#1890

Minerar é mudar coisas de sítio.

#1889

Excêndio, se numa floresta, por exemplo; incêndio, dentro de casa.

#1888

Se a nuvem chover totalmente, desaparece.

#1887

O novo é algo que tapa o que já existe; se não houvesse novo, a arqueologia e as suas escavações seriam irrelevantes – tudo estaria à mostra, na superfície, sem camadas.

#1886

O novo tem um ovo lá dentro, uma criatura que sai pela primeira vez – mais matéria na Terra.

[EXTRA #479]

397.ª Semana: #1886 a #1890: Constatações XCVII

#1885

Beber o vinho pela máscara do copo de vidro.

#1884

tapar um tapete

carpir a carpete

#1883

Fazer o texto perder os sentidos.

#1882

(pagar apenas por pêras que permaneçam de pé)

#1881

Desarriscar.

[EXTRA #478]

396.ª Semana: #1881 a #1885: Tarefas XII

[EXTRA #477]

próximo post: 25 Abril 2022

#1880

desire <–> desaire

#1879

Manutensão.

#1878

Comundo.

#1877

Europain.

#1876

Dr. Str[angel]ove.

[EXTRA #476]

395.ª Semana: #1876 a #1880: Palavras LXIII

#1875

Descolar, desaprender.

#1874

Derreter é sempre do frio para o quente; derreter é aquecer.

#1873

O óleo dificilmente seca.

#1872

O pente é um tear – pente-tear; o pente aparta; tear apart.

#1871

A função do pente é separar – é um separador –, só depois alinha. Pentear é criar espaços entre os cabelos, e só depois alinhar esses espaços. Pentear é separar.

[EXTRA #475]

394.ª Semana: #1871 a #1875: Constatações XCVI

#1870

O peso não pertence ao corpo; o peso muda conforme o local onde se deposita – grave na Terra, gracioso na Lua; e por aí fora. Nisso, o peso é como o tempo – uma espécie de bolha à nossa volta (Rovelli); ou como o oxigénio que se respira – apenas astronautas e mergulhadores deslocalizam o ar que entranham. Peso, tempo, oxigénio.

#1869

O peso começa na planta dos pés e sobe até aos cabelos – nada lhe escapa, ninguém lhe escapa. Mas, na verdade, o peso só começa na cintura; abaixo disso fica um plinto.

#1868

No meio de um deserto plano, pisamos precisamente a linha funâmbula do horizonte de alguém; e o peso deposita-se aí mesmo.

#1867

Voo quer dizer separado do chão – mesmo pendurado ou suspenso está-se ligado ao chão; quando o chão não toca em nenhum dos limites do corpo, voa-se.

#1866

Interpomos as solas, cadeiras, a balança, o colchão, entre o peso e o mundo.

[EXTRA #474]

393.ª Semana: #1866 a #1870: Constatações XCV

[EXTRA #473]

próximo post: 21 Março 2022

#1865

A palavra forra a coisa, e da qual o forro é o significado.

#1864

A grafite mantém-se viva; a grafite não seca. Um desenho com séculos ainda suja uma mão.

#1863

A fotografia tenta descobrir o instante oculto na continuidade.

#1862

O presente não é aquele tempo que se passa entre o tique e o taque.

#1861

O cavalo corre cada vez mais depressa na tentativa de escapar às chicotadas do cavaleiro que o monta.