[EXTRA #287]

próximo post: 28 Maio 2018

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#1360

Mer

PARA ALÉM DO ZERO E DO UM
17 de Maio a 15 de Junho
http://www.muteart.org

#1359

Opens

PARA ALÉM DO ZERO E DO UM
17 de Maio a 15 de Junho
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#1358

Eros

PARA ALÉM DO ZERO E DO UM
17 de Maio a 15 de Junho
http://www.muteart.org

#1357

Deus

PARA ALÉM DO ZERO E DO UM
17 de Maio a 15 de Junho
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#1356

New_

PARA ALÉM DO ZERO E DO UM
17 de Maio a 15 de Junho
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[EXTRA #286]

272ª Semana: #1356 a #1360: Cinco Cartões
~
PARA ALÉM DO ZERO E DO UM
17 de Maio a 15 de Junho
MUTE
(www.muteart.org)

#1355

A diferença entre miolo e recheio.

#1354

Um cinto de pele de cobra enrolado no chão.

#1353

Empurra-se a água para navegar de costas.

#1352

“A noite é mais segura para os cegos.”
(in Zama, Lucrecia Martel, 2017)

#1351

Aquele metro e meio, metro e sessenta, de silêncio, entre puxar ruidosamente o muco com a garganta e cuspir, e a queda sonora e húmida no passeio.

[EXTRA #285]

271ª Semana: #1351 a #1355: Constatações XLXI

#1350

Apontar implica uma direcção e uma ordem, impõe uma execução; aponta-se com o indicador. Desapontar é desobedecer a uma previsão, desordenar; desaponta-se com o dedo médio em riste.

#1349

Aquele que protesta não acredita na inevitabilidade; (…) acredita que outro presente é possível, e que o possível é presente.

#1348

A imagem mais poderosa é a da morte resultante do protesto mais radical, da mais radical inacção, a greve de fome – a minha morte tem mais poder que a minha própria vida.

#1347

Uma manifestação é a construção de uma imagem. Mais precisa do que a palavra manifestação é a sua equivalente em língua inglesa. Demonstration tem que ver com mostrar algo, tornar acessível, explicar (tornar plano); demonstrar é tornar evidente. O protesto em forma de manifestação – uma demonstration – quer criar uma imagem utilizável no futuro próximo; é nessa imagem que se encerra todo o poder criado pela manifestação, e é a utilização dessa imagem que torna poderoso o protesto.

#1346

Só protesta quem não tem poder – poder executivo, poder de agir directamente sobre os acontecimentos que motivam o protesto. (O ditador, o tirano, não protesta; protestar seria para ele uma prova cabal da sua falta de poder, uma prova de que o seu absolutismo acabara; um ditador exerce indiscriminadamente o seu poder, e quanto mais indiscriminadamente o exerce, mais o sedimenta, o sublinha, mais o assegura e o torna perene. É por essa razão que o tirano é implacável – qualquer hesitação é lida como impotência, como falta de poder; cada utilização do seu poder tem de ser executada na máxima força, poder total, nos antípodas do protesto.)

[EXTRA #284]

270ª Semana: #1346 a #1350: Protesto
Pólis, Política e Protesto

#1345

Ao apontar a proa directamente ao Sol, o barco parece ir em perseguição, não do Sol, mas de uma espécie de dia infinito. Enquanto estiver na sua peugada directa, à vista, o dia não acaba nunca.

#1344

O barco desaparece porque acompanha a superfície abobadada do mar.

#1343

No alto mar, o barco vai experimentar a forma mais radical do horizonte. Alto mar quer dizer que à volta apenas se vê um horizonte contínuo, redondo e vazio.

#1342

Atiraram-se dos andares em chamas.
Um, dois, ainda alguns,
mais acima, mais abaixo.

A fotografia deteve-os na vida,
e agora preserva-os
sobre a terra rumo à terra.

Cada um ainda na íntegra,
com rosto individual
e sangue bem guardado.

Ainda há tempo
para os cabelos esvoaçarem
e do bolso caírem
chaves e alguns trocos.

Ainda estão no âmbito do ar,
ao alcance dos lugares
que acabaram de se abrir.

Só duas coisas posso por eles fazer:
descrever este voo
e não acrescentar a última frase.
(Wisława Szymborska, Fotografia de 11 de Setembro)

#1341

Sento-me à porta de casa e penso. O céu onde começa? é imediatamente acima do chão? estamos sempre no céu então?
(Ana Hatherly, Tisana 41)

[EXTRA #283]

269ª Semana: #1341 a #1345: Horizonte
(retirado de Pólis, Política e Protesto)

#1340

B[ele]m.

#1339

Fant[Asia].

#1338

N[ego]cio.

#1337

Cons[erva]dor.

#1336

Di[stop]ia.

[EXTRA #282]

268ª Semana: #1336 a #1340: Palavras XXV

#1335

O brilho é a luz colada na pele das coisas.

#1334

A chuva e o frio fazem o pescoço afundar-se entre o peito e as costas.

#1333

Regar uma planta é confiar no futuro.

#1332

Se o carro se estaciona dentro da garagem, há que ter cuidado com o que as rodas pisam.

#1331

As crianças caem muito; mas vivem mais perto do chão; magoam-se menos por isso.

[EXTRA #281]

267ª Semana: #1331 a #1335: Constatações XLX

#1330

Do rebuçado não resta nada.

#1329

A verdadeira elegância é negligente.

#1328

Uma sociedade cabisbaixa – a olhar para o ecrã das mãos.

#1327

Diz-se ó-ó porque sono tem dois ós.

#1326

A dor no início da dormida.

[EXTRA #280]

266ª Semana: #1326 a #1330: Constatações XLIX

#1325

Uma febre breve.

#1324

Uma feira feérica.

#1323

Êxito, saída.

#1322

Desejar, exigir – verbos de futuro.

#1321

Tecto falso, pavimento flutuante.

[EXTRA #279]

265ª Semana: #1321 a #1325: Pares XXII

#1320

Apenas respiramos o ar que está perto de nós, que imediatamente nos rodeia; respirar tem que ver com proximidade.